quinta-feira, 7 de abril de 2011

Narguilé

Sensação do momento, o narguilé tornou-se o centro das atenções dos jovens nas baladas, que se reúnem para fumar em grupo o cachimbo de origem árabe. Mas para quem aprecia fumá-lo, precisa ficar atento com o seu uso, pois de acordo com especialistas, uma sessão de narguilé, que dura em média duas horas, consumida por seis pessoas, equivale ao consumo de 100 cigarros.
Os efeitos danosos na saúde são de alto impacto. O aroma combinado com o carvão que é usado para aquecer o tabaco propicia um maior contato com a nicotina, que transporta chumbo e cromo para o organismo, altamente tóxicos e de difícil eliminação. Se não bastasse, o cachimbo árabe produz monóxido de carbono 400 vezes mais do que um cigarro comum.
Médicos advertem que a situação fica ainda pior quando os usuários do narguilé o associam com o uso de maconha, ou quando resolvem usar bebidas destiladas em substituição à água que é usada para misturar a fumaça dentro do cachimbo. Esses hábitos são comuns entre jovens  que fazem uso do narguilé durante as festas.
Outro problema observado pelos médicos é o compartilhamento do bocal usado para fumar. Foram constatados casos de pessoas que foram infectadas por doenças contagiosas, como hepatite C, tuberculose e herpes depois de terem usado o mesmo bocal com outras pessoas.
Tramita na Câmara Legislativa um Projeto de Lei que pretende proibir a venda propõe de sessões de narguilé para pessoas menores de 18 anos. Médicos opinam de que é uma iniciativa excelente, já que 80% dos fumantes  ficam dependentes de nicotina antes dos 20 anos, e o narguilé pode reforçar esse quadro perante os jovens.
Por Selma Isis

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